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Escopo, tipos de teste e limitações

A.1 Tipos de pentest

Um teste de intrusão (pentest) pode ser feito com mais ou menos informação sobre o alvo:

Tipo O que é O que exige
Black box (caixa-preta) O testador parte só do endereço público, como um atacante externo. Descobre tudo de fora. Apenas a URL.
Gray box (caixa-cinza) O testador recebe algum acesso parcial: um usuário de teste, documentação da API, descrição da arquitetura. URL + credenciais ou informações limitadas.
White box (caixa-branca) O testador tem o código-fonte e/ou acesso administrativo. Permite análise estática de código (SAST) e de dependências (SCA), com cobertura muito maior. Código-fonte + acessos.

Os tiers do produto se posicionam assim:

  • Essencial — black box: OSINT e testes não-invasivos.
  • Completo — black box + fases invasivas de aplicação (SQL Injection, XSS, IDOR) e verificação de conformidade.
  • Avançado — o acima + white box: SAST e SCA sobre o código-fonte que a contratante fornece.

A.2 As duas camadas de um sistema web

  • Camada de aplicação — o que a contratante construiu: telas, regras de negócio, autenticação, permissões, chamadas de API, configuração do banco de dados. É esta camada que o dono do sistema controla e pode autorizar a testar.
  • Camada de infraestrutura — os servidores, a rede e a própria plataforma que hospedam a aplicação. Quando o alvo está em plataforma de hospedagem gerenciada (por exemplo Lovable, Vercel, Netlify, Supabase, Firebase, WordPress.com, GitHub Pages, Cloudflare Pages), essa camada pertence ao provedor da plataforma e é compartilhada entre seus clientes. A responsabilidade por essa camada é do provedor da plataforma; a contratante responde pela camada de aplicação. Esta auditoria concentra-se na camada de aplicação — a lógica, a autenticação, as permissões e a configuração sob controle da contratante.

A.3 O que testamos e o que não testamos

Testamos (camada de aplicação) Não testamos (infraestrutura da plataforma)
Cabeçalhos de segurança e configuração HTTPS/TLS Técnicas de evasão de WAF / firewall da plataforma
CORS, cookies, segredos expostos no código do navegador Negação de serviço (DoS), stress, SlowLoris
Falhas de autenticação e de autorização Força bruta real de senhas em alto volume
IDOR — trocar um identificador e acessar dado de outro usuário Upload de webshell / arquivo malicioso
SQL Injection, XSS, CSRF Scanners automatizados de alto ruído (Nuclei, OWASP ZAP) — fora do self-service
Lógica de negócio (pular etapas, manipular preço ou quantidade) Engenharia social, phishing, acesso físico
Rate-limiting (existe limite de tentativas?) Análise de código-fonte (SAST/SCA) — só no tier Avançado
Conformidade com a LGPD no tratamento de dados pela aplicação Qualquer teste destrutivo
Reconhecimento passivo: DNS, WHOIS, certificados, tecnologias —

A.4 Alvos em plataforma gerenciada

Quando a verificação técnica indica que o alvo está em plataforma de hospedagem gerenciada, o escopo ativo é o mesmo escopo de camada de aplicação de qualquer outro alvo — nenhuma fase é retirada por causa da plataforma. Testes destrutivos (indisponibilidade proposital, DoS, stress, SlowLoris, força bruta real de credenciais em volume, upload malicioso/webshell) nunca são executados, em nenhum tier, contra alvo nenhum. O que a plataforma gerenciada muda é o contexto: a infraestrutura (rede, servidor, WAF de borda) pertence à plataforma e é compartilhada entre seus clientes, de modo que achados na camada de infraestrutura estão fora do que a contratante controla e pode autorizar. O relatório final nomeia a plataforma detectada para deixar claro o contexto de hospedagem e lista as fases não executadas apenas por não fazerem parte do tier contratado.

A.5 Limitações gerais

  • Retrato do momento. O relatório reflete o estado do alvo na data dos testes. Alterações posteriores de código ou configuração não estão cobertas.
  • Ausência de achado não é garantia. Não encontrar uma vulnerabilidade não certifica que ela não exista.
  • Black box não enxerga o código (exceto no tier Avançado). Falhas visíveis apenas no código — lógica interna, dependências desatualizadas, segredos no backend — podem não ser detectadas.
  • Testes em produção podem ser mascarados. Não há ambiente de homologação separado; o WAF e os limites de requisição da plataforma podem bloquear ou distorcer parte dos testes, gerando resultados marcados como inconclusivos.
Escopo e limitações — Applicati Auditoria Externa